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sexta-feira, 30 de abril de 2010

COMO FAZER UM RESUMO

Estrutura do Resumo
1. Os trabalhos não devem exceder a dez laudas.
2. A página deverá ser configurada em papel A4, utilizando os seguintes parâmetros:
• margem superior 2,5 cm;
• inferior 2,5 cm;
• lateral esquerda 3,5 cm;
• lateral direita 2,5 cm.
3. Devem ser escritos em num editor de textos , na fonte Times New Roman, corpo 12, usando apenas uma das faces do papel, com entre linhas simples, alinhado a esquerda, recuo para parágrafo de 1,5 e com inserção do úmero da página no lado direito superior.
4. A estrutura da primeira página é a seguinte:
a) Título centralizado, usando letra maiúscula com corpo 16 e em negrito.
b) Após um espaço de três linhas, colocar o nome do autor em corpo 14 centralizado.
c) A seguir, no mesmo formato o nome do orientador, incluída a sua titulação.
d) Em seguida, colocar o nome da instituição a que estiver ligado e o endereço eletrônico, usando letra corpo 10.
e) Incluir, data da defesa e o nome de Instituição, bem como o curso.
5. Três linhas abaixo, colocar um resumo em português com, no máximo, 200 palavras, em itálico, acompanhado das palavras-chave.
6. De forma similar proceda com o abstract.
7. Iniciar o texto propriamente dito duas linhas abaixo. O texto deve abordar de forma sucinta as base teóricas do trabalho e forma bastante mais explicita o trabalho em si. O texto pode ser dividido nos seguintes tópicos:
a) justificativa do trabalho (importância)
b) descrição (escopo, objetivos, metas) do trabalho
c) metodologia utilizada (métodos e técnicas de coleta e análise dos dados)
d) resultados obtidos e sua discussão (análise e interpretação dos dados)
8. As referências bibliográficas devem ser apenas as necessárias para a melhor compreensão do trabalho. A Bibliografia referente às bases teóricas pode ser omitida. O número de referências pode ficar entre 5 e 10, portanto coloque apenas as mais importantes.
9. Se indispensável poderá incluir anexos, estes irão antes da Bibliografia..
10. As notas de rodapé devem ser evitadas e, em caso de serem indispensáveis, colocadas no final do trabalho, antes da referência bibliográfica.
11. Os títulos das seções internas devem estar em negrito e posicionados no canto superior esquerdo, com numeração em algarismos arábicos.
12. As figuras e tabelas devem ter legenda.

FICHAMENTO

fichamento

COMO FAZER UM FICHAMENTO

Como se Elabora uma Resenha

Resenhar significa fazer uma relação das propriedades de um objeto, enumerar
cuidadosamente seus aspectos relevantes, descrever as circunstâncias que o envolvem..
O objeto resenhado pode ser um acontecimento qualquer da realidade (um jogo de
futebol, uma comemoração solene, uma feira de livros) ou textos e obras culturais (um romance, uma peça de teatro, um fIlme).
A resenha, como qualquer modalidade de discurso descritivo, nunca pode ser
completa e exaustiva, já que são infinitas as propriedades e circunstâncias que envolvem o objeto descrito. O resenhador deve proceder seletivamente, fIltrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas aquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida.
Imaginemos duas resenhas distintas sobre um mesmo objeto, o treinamento dos
atletas para uma copa mundial de futebol: uma resenha destina-se aos leitores de uma coluna esportiva de um jornal; outra, ao departamento médico que integra a comissão de treinamento. O jornalista, na sua resenha, vai relatar que um certo atleta marcou, durante o treino, um gol
olímpico, fez duas coloridas jogadas de calcanhar, encantou a platéia presente e deu vários autógrafos. Esses dados, na resenha destinada ao departamento médico, são simplesmente desprezíveis.
Com efeito, a importância do que se vai relatar numa resenha depende da finalidade a
que ela se presta.
Numa resenha de livros para o grande público, leitor de jornal, não tem o menor
sentido descrever com pormenores os custos de cada etapa de produção do livro, o percentual de direito autoral que caberá ao escritor e coisas desse tipo.
A resenha pode ser puramente descritiva, isto é, sem nenhum julgamento ou
apreciação do resenhador, ou crítica, pontuada de apreciações, notas e correlações estabelecidas pelo juízo crítico de quem a elaborou.

A resenha descritiva consta de:
a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto:
• nome do autor (ou dos autores);
• título completo e exato da obra (ou do artigo);
• nome da editora e, se for o caso, da coleção de que faz parte a obra;
• lugar e data da publicação;
• número de volumes e páginas.

Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estrutura da obra (divisão em capítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No caso de uma obra estrangeira, é útil informar também a língua da versão original e o nome do tradutor (se se tratar de tradução).

b) uma parte com o resumo do conteúdo da obra:
• indicação sucinta do assunto global da obra (assunto tratado) e do ponto de vista
adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, tom, etc.);
• resumo que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.
• Na resenha crítica, além dos elementos já mencionados, entram também comentários
e julgamentos do resenhador sobre as idéias do autor, o valor da obra, etc.

TEXTO COMENTADO

MEMÓRIA - ricas lembranças de um precioso modo de vida
O Diário de uma garota (Record. Maria Julieta Drummond de Andrade) é um texto que
comove de tão bonito. Nele o leitor encontra o registro amoroso e miúdo dos pequenos nadas que
preencheram os dias de uma adolescente em férias, no verão antigo de 41 para 42.
Acabados os exames Maria Julieta começa seu diário anotado em um caderno de capa dura
que ela ganha já usado até a página 49. É a partir daí que o espaço é todo da menina que se
Universidade Severino Sombra – Central de Estágios de Licenciatura e Bacharelado (CELBS)

propõe a registrar nele os principais acontecimentos destas férias para mais tarde recordar coisas
já esquecidas.
O resultado final dá conta plena do recado e ultrapassa em muito a proclamada modéstia do
texto que ao ser concebido tinha como destinatária única a mãe da autora a quem o caderno
deveria ser entregue quando acabado.
E quais foram os afazeres de Maria Julieta naquele longínquo verão? Foram muitos.
pontilhados de muita comilança e de muita leitura: cinema, doce-de-Ieite, novena, o Tico-Tico.
doce-de-banana, teatrinho, visita, picolés, missa, rosca, cinema de novo, sapatos novos de
camurça branca, o Cruzeiro, bem-casados, romances franceses, comunhão, recorte de gravuras,
Fon-Fon, espiar casamentos, bolinho de legumes, festas de aniversário, Missa do Galo, carta para
a família, dor-de-barriga, desenho de aquarela, mingau, indigestão... Tudo parecia pouco para
encher os dias de uma garota carioca em férias mineiras das quais regressa sozinha de avião.
Tantas e tão preciosas evocações resgatam do esquecimento um modo de vida que é hoje
apenas um dolorido retrato na parede. Retrato entretanto que, graças à arte de Julieta, escapa da
moldura, ganha movimentos, cheiros, risos e vida.
O livro, no entanto, guarda ainda outras riquezas: por exemplo, o tom autêntico de sua
linguagem que se, como prometeu sua autora, evita as pompas, guarda não obstante o sotaque
antigo do tempo em que os adolescentes que faziam diários dominavam os pronomes cujo/a/os/as
conheciam a impessoalidade do verbo haver no sentido de existir e empregavam, sem pestanejar,
o mais-que-perfeito do indicativo quando de direito...
Outra e não menor riqueza do livro é o acerto de seu projeto gráfico aos cuidados de Raquel
Braga. Aproveitando para ilustração recortes que Maria Julieta pregava em seu diário e
reproduzindo na capa do livro a capa marmorizada do caderno com sua lombada e cantoneiras
imitando couro, o resultado é um trabalho em que forma e conteúdo se casam tão bem casados
que este Diário de uma garota acaba constituindo uma grande festa para seus leitores.
Marisa Lajolo
JORNAL DA TARDE - 18 jan 1986.
O texto é uma resenha crítica, pois nele a resenhadora apresenta um breve resumo da obra,
mas também faz uma apreciação do seu valor (exemplo, 1º período do 1º parágrafo, 3º
parágrafo). Ao comentar a linguagem do livro (6º parágrafo), emite um juízo de valor sobre ela,
estabelecendo um paralelo entre os adolescentes da década de 40 e os de hoje do ponto de vista
da capacidade de se expressar por escrito. No último parágrafo comenta o projeto gráfico da obra
e faz uma apreciação a respeito dele.
No resumo da obra, a resenhadora faz uma indicação sucinta do conteúdo global da obra
("registro amoroso e miúdo dos pequenos nadas que preencheram os dias de uma adolescente
em férias, no verão antigo de 41 para 42"), mostra o gênero utilizado pela autora (diário) e, depois,
relata os pontos essenciais do livro (um rol dos pequenos acontecimentos da vida da adolescente
em férias).
A parte descritiva é reduzida ao mínimo indispensável. Apenas o título completo da obra, a
editora e o nome da autora são indicados.
Estamos diante de uma resenha muito bem-feita, pois se atém apenas aos elementos
pertinentes para a finalidade a que se destina: informar o público leitor sobre a existência e as
qualificações do livro.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

COMO ELABORAR UM ARTIGO CIENTÍFICO

Este trabalho apresenta os elementos que constituem a estrutura de
um artigo cientifico bem como apresenta de forma geral as regras
de apresentação, o resumo, a citação no texto e as referências. As
orientações aqui apresentadas baseiam-se na norma para apresentação de artigo científico, a NBR 6022 de 2003.

1 INTRODUÇÃO

As orientações aqui apresentadas são baseadas na norma da ABNT para apresentação de artigos científicos impressos: a NBR 6022, 2003. Essa norma apresenta os elementos que constituem um artigo cientifico. Todavia ao submeter um artigo científico à aprovação de uma revista, o autor deve seguir as normas editoriais adotadas pela revista. (FRANÇA et al., 2003, p. 59).

Além da NBR 6022, ao preparar um artigo científico deve-se consultar as normas abaixo relacionadas:

AUTOR TÍTULO DATA

ABNT NBR6023: Elaboração de referências 2002

ABNT NBR6024: numeração progressiva das seções de um documento 2003

ABNT NBR6028: resumos 2003

ABNT NBR10520: informação e documentação: citação em documento 2002

IBGE Normas de apresentação tabular. 3. ed. 1993



“Artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas,processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento.” (ABNT. NBR 6022, 2003, p. 2)

Para Lakatos e Marconi (1991) os artigos científicos têm as seguintes características:

a) não se constituem em matéria de um livro;

b)são publicados em revistas ou periódicos especializados;

c)permitem ao leitor, por serem completos, repetir a experiência.

Ao submeter um artigo à uma revista, seguir as normas editoriais da mesma.
Citação direta,com até três linhas deve vir inserida no texto entre aspas .
O quadro, deve ter uma numeração seqüencial. O título e a fonte devem vir na
parte inferior.

2 O artigo científico pode ser:

a) Original ou divulgação: apresenta temas ou abordagens originais e podem ser: relatos de caso, comunicação ou notas prévias.

b) Revisão: os artigos de revisão analisam e discutem trabalhos já publicados, revisões bibliográficas etc.

3 Estrutura

O artigo científico tem a mesma estrutura dos demais trabalhos científicos:

3.1 Pré-textual

3.2 Textual

3.3 Pós-textual

3.1 Elementos pré-textuais

a) o título e subtítulo (se houver) devem figurar na página de abertura do artigo, na língua do texto;

b) a autoria: Nome completo do(s) autor(es) na forma direta, acompanhados de um breve currículo que o (s) qualifique na área do artigo;

c) o currículo: incluindo endereço (e-mail) para contato, deve aparecer em nota de rodapé;

d) resumo na língua do texto: O resumo deve apresentar de forma concisa, os objetivos, a metodologia e os resultados alcançados, não ultrapassando 250 palavras. Não deve conter citações “Deve ser constituído de uma seqüência
de frases concisas e não de uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbona voz ativa e na terceira pessoa do singular” ativa”.
(ABNT. NBR-6028, 2003, p. 2);

Os elementos pré-textuais devem figurar na primeira folha do artigo.

e) palavras-chave na língua do texto: elemento obrigatório, devem figurar abaixo do resumo, antecedidas da expressão: Palavras-chave1 separadas entre si por ponto, conforme a NBR 6028, 2003, p. 2.

3.2 Elementos textuais

3.2.1 Introdução

Na introdução deve-se expor a finalidade e os objetivos do trabalho de modo que o leitor tenha uma visão geral do tema abordado. De modo geral, a introdução deve apresentar:

a)”o assunto objeto de estudo;
b) o ponto de vista sob o qual o assunto foi abordado;
c) trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema;
d) as justificativas que levaram a escolha do tema, o problema de pesquisa, a hipótese de estudo, o objetivo pretendido, o método proposto, a razão de escolha do
método e principais resultados.” (GUSMÃO; MIRANDA 1997 apud RELATÓRIO... [2003]).

3.2.2 Desenvolvimento

Parte principal e mais extensa do trabalho, deve apresentar a fundamentação teórica , a metodologia, os resultados e a discussão. Divide-se em seções e subseções conforme a NBR 6024, 2003.

3.2.3 Conclusões:

a) as conclusões devem responder às questões da pesquisa,correspondentes aos objetivos e hipóteses;

b) devem ser breve podendo apresentar recomendações e sugestões para trabalhos futuros;

1 São palavras ou termos retirados do texto para representar o seu conteúdo.

Citação de citação

c) para artigos de revisão deve-se excluir material, método e resultados.

3.3 Elementos Pós-Textuais

a) título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira;
b) resumo em língua estrangeira: versão do resumo na língua do texto;
c) palavras-chave em língua estrangeira: versão das palavras-chave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira;
d) notas explicativas: a numeração das notas é feita em algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva para cada artigo. Não se inicia a numeração em cada
página;
e) referências: Elemento obrigatório, constitui uma lista ordenada dos documentos efetivamente citados no texto. (NBR 6023, 2000);
f) glossário: elemento opcional elaborado em ordem alfabética;
g) apêndices: Elemento opcional. “Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar o texto principal.” (NBR 14724, 2002, p. 2);
h) anexos: Elemento opcional, “texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração.” (NBR 14724, 2002, p. 2);
i) agradecimentos e a data de entrega dos originais para
publicação.

4 Ilustrações

As ilustrações (quadros, figuras, fotos etc), devem ter uma numeração seqüencial.
As referências devem ser alinhadas somente à margem esquerda.
São identificados por letras maiúsculas consecutivas..
Ex: APÊNDICE A –

ANEXO A -

Sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número de ordem de ocorrência do texto, em algarismos arábicos, do respectivo título, a ilustração deve figurar o mais próximo possível do texto a que se refere. (ABNT. NBR 6022,2003, p. 5).

5 Tabelas
Conforme o IBGE (1993) as tabelas devem ter um número em algarismo arábico, seqüencial, inscritos na parte superior, a esquerda da página, precedida da palavra Tabela. Exemplo: Tabela 5 ou Tabela 3.5

5.1 Título: devem conter um título por extenso, inscrito no topo da
tabela, para indicar a natureza e abrangência do seu conteúdo.

5.2 Fonte: a fonte deve ser colocada imediatamente abaixo da
tabela em letra maiúscula/minúscula para indicar a autoridade dos
dados e/ou informações da tabela, precedida da palavra Fonte.

6 Indicativo de seção: O Indicativo Numérico da seção precede o
título [da seção] alinhado à esquerda.

“Não se utilizam ponto, hífen, travessão ou qualquer outro sinal
após o indicativo da seção ou de seu título.” (NBR 6024, 2003, p.2).

7 Fontes:

Conforme a NBR 14724, 2002, deve-se usar a fonte 12 para o texto e para as referências. Para as citações longas, notas de rodapé, paginação, legendas das ilustrações e tabelas, usar tamanho menor.

A NBR 6022, 2003 não orienta quanto a apresentação gráfica dos artigos de
periódicos.
Citação direta com mais de três linhas, deve terdestaque de 4 cm do parágrafo. A fonte deve ser menor do que o texto. O espacejamento entre linhas deve ser simples. NBR 14724, 2003).
Para construir uma tabela consulte a norma para apresentação tabular do IBGE, 1993.
A numeração progressiva [das seções] deve ser apresentada conforme a NBR 6024, 2003.

REFERÊNCIAS

ABNT. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 5 p. ABNT. NBR6023: informação e documentação: elaboração:referências. Rio de Janeiro, 2002. 24 p.
ABNT. NBR6024: Informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento. Rio de Janeiro, 2003. 3 p. ABNT. NBR6028: resumos. Rio de Janeiro, 2003. 2 p.ABNT. NBR10520: informação e documentação: citação em documentos. Rio de Janeiro, 2002. 7 p. ABNT. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 6 p.FRANÇA, Júnia Lessa et al. Manual para normalização de publicações tecnico-cientificas. 6. ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: UFMG, 2003. 230 p. IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. ed. 1993.LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia cientifica. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991. 270 p.RELATÓRIO final de projetos de pesquisa: modelo de apresentação de artigo científico. Disponível em:
. Acesso em: 03 dez. 2003.
As referências têm espaçamento simples e duplo entre si.As referências são
apresentadas em ordem alfabética de autor e alinhadas somente à margem esquerda.
O título é centralizado.

SINOPSE DO FILME 2012

Em 2009, o geólogo estadunidense Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) encontra seu amigo, o Dr. Santam Tsurutani (Jimi Mistry), na Índia. Santam descobriu que os neutrinos de uma enorme tempestade solar estão agindo como a radiação de microondas, fazendo com que a temperatura do núcleo da Terra aumente rapidamente. Adrian informa o Chefe de Gabinete da Casa Branca, Carl Anheuser (Oliver Platt), e o Presidente dos Estados Unidos, Thomas Wilson (Danny Glover), que isso vai desencadear uma cadeia catastrófica de desastres naturais. Na cúpula do G8, em 2010, outros chefes de Estado e chefes de governo ficam cientes da situação. Eles começam um enorme projeto secreto que visa garantir a sobrevivência da humanidade. Cerca de 400.000 pessoas são escolhidas para embarcar em uma série de navios (chamados "Arcas", em referência à Arca de Noé), que estão sendo construídos no Himalaia. A maioria dos bilhetes a bordo destes navios são reservados para importantes funcionários do governo e para pessoas selecionadas, enquanto o financiamento adicional para o projeto é gerado com a venda de ingressos para o setor privado, ao preço de € 1 bilhão por pessoa.

Em 2012, Jackson Curtis (John Cusack) é um escritor em Los Angeles que trabalha a tempo parcial como um motorista de limusine para o rico empresário russo Yuri Karpov (Zlatko Burić). Sua ex-mulher, Kate Jackson (Amanda Peet) e seus filhos Noah e Lily vivem com o padrasto, o cirurgião plástico e piloto amador Gordon Silberman (Thomas McCarthy). Jackson leva Noah e Lily em um acampamento ao Parque Nacional de Yellowstone, onde se encontram com Charlie Frost (Woody Harrelson), um teórico conspiracionista que vive como um eremita e apresenta um programa de rádio a partir do parque. Charlie então se refere a uma teoria que sugere que os maias previram que o mundo chegaria ao fim em 2012, e alega possuir conhecimento sobre a possível catástrofe, além de possuir um mapa de um suposto projeto secreto de uma "nave espacial". Como prova de suas alegações, ele observa as mortes suspeitas de muitos cientistas que tentaram alertar o público com informações sobre a catástrofe. A família regressa a casa enquanto enormes rachaduras se desenvolvem ao longo da falha de San Andreas, na Califórnia, e terremotos ocorrem em muitos lugares ao longo da Costa Oeste dos Estados Unidos. As suspeitas de Jackson então crescem e ele aluga um avião para resgatar a sua família. Ele recolhe a sua família e Gordon quando o deslocamento da crosta terrestre começa e eles escapam de Los Angeles que desliza para o Oceano Pacífico.

Enquanto milhões morrem em terremotos e megatsunamis catastróficos no mundo, onde cidades como Washington D.C. e Rio de Janeiro são destruídas, o grupo voa para Yellowstone para recuperar mapa de Charlie. O grupo escapa logo depois da erupção do supervulcão de Yellowstone. Charlie, que ficou para trás para transmitir a erupção, é morto na explosão. Com a informação de que as Arcas estão na China, o grupo aterrissa em Las Vegas, onde se encontram com Yuri, seus filhos, a namorada Tamara (Beatrice Rosen) e o piloto Sasha (Johann Urb). Eles então se juntam a família de Yuri para garantir a entrada em um Antonov An-225, fugindo de Las Vegas quando ela é destruída. O grupo voa para a China, passando por Honolulu, no Havaí, que é incinerada por lava derretida. Também com destino às Arcas a bordo do Air Force One estão Anheuser, Adrian e a filha do presidente, Laura Wilson (Thandie Newton). O Presidente Wilson opta por permanecer em Washington, D.C. para enfrentar o mundo sobre a ocorrência de desastres. Após sobreviver a queda do Monumento de Washington, o presidente é morto por um megatsunami que joga o super-porta-aviões USS John F. Kennedy contra a Casa Branca. Com o Vice-Presidente morto e o Presidente da Câmara em falta, Anheuser toma posse como presidente interino. Eles também ficam sabendo que o primeiro-ministro italiano ficou para trás na Itália e logo foi morto quando o Vaticano foi destruído.

Ao chegar na China em um pouso forçado que mata Sasha, o grupo está cercado por helicópteros do Exército de Libertação Popular Chinês. Yuri e seus filhos, que têm bilhetes, são levados para os navios para serem salvos, deixando a família de Curtis, Gordon e Tamara, que não possuem bilhetes. O grupo é pego por Nima, um monge Budista no caminho para as Arcas. Eles entram em uma das Arcas pela câmara hidráulica com a ajuda do irmão de Nima, Tenzin, um soldador do projeto de construção das Arcas. Enquanto isso, Satnam, em seus momentos finais, liga para Adrian para informá-lo que um megatsunami está engolindo a Índia e está indo em direcção às Arcas antes do previsto. Sob ordens de Anheuser as Arcas são fechadas, prendendo milhares de pessoas na parte de fora. Adrian convence os líderes do G8 para permitir que as pessoas restantes entrem. Depois da entrada das pessoas, o portão de embarque das Arcas é fechado e, em seguida, Yuri cai da plataforma e morre, salvando seus dois filhos, e Gordon cai entre as engrenagens dos portões e é esmagado. Uma broca grande então cai e fica alojada entre as engrenagens, impedindo o portão de fechar completamente, tornando o navio incapaz de ligar seus motores. A megatsunami começa a inundar a Arca, afogando Tamara e colocando o navio à deriva. Jackson e Noah conseguem tirar a broca do mecanismo de fechamento. A equipe retoma o controle da Arca, evitando uma colisão fatal com o Monte Everest.

Quando a água da enchente dos megatsunamis recua, dados de satélite mostram que a elevação da África aumentou em relação ao nível do mar e as montanhas Drakensberg em KwaZulu-Natal, na África do Sul, tornaram-se as mais elevadas do planeta. As três arcas zarpam para o Cabo da Boa Esperança, Jackson se reconcilia com a sua família e Adrian inicia um relacionamento com Laura. O filme termina com uma visão da Terra a partir do espaço, mostrando um continente Africano drasticamente modificado.

Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo (spoilers).
[editar] Elenco
John Cusack como Jackson Curtis, o personagem principal da trama
Danny Glover como Wilson, o presidente dos Estados Unidos
Amanda Peet como Kate, a ex-esposa de Jackson
Chiwetel Ejiofor como Adrian Helmsley
Thandie Newton como Laura Wilson
Woody Harrelson como Charlie Frost
Ng Chin Han como Lin Pang, um trabalhador do Tibete
Thomas McCarthy como Gordon, o namorado de Kate e um cirurgião plástico
Morgan Lily como Lilly Curtis, filha de Jackson e Kate
Liam James como Noah Curtis, filho de Jackson e Kate
John Billingsley como Professor West, um cientista estadunidense
Jimi Mistry como Satnam Tsurutani, um cientista que trabalha com o Professor West
Beatrice Rosen como Tamara
Patrick Bauchau como Roland Picard
George Segal como Tony Delgado
Blu Mankuma como Harry Helmsley, pai de Adrian Helmsley.
[editar]

SINOPSE DO FILME AVATAR

No ano 2154 d.C.,[25] a corporativa humana RDA explora minério em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três gigantes gasosos fictícios orbitando Alpha Centauri,[25] a 4,4 anos-luz da Terra. Os humanos têm o objetivo de explorar em Pandora as reservas de um precioso minério chamado Unobtainium. Parker Selfridge (Giovanni Ribisi), chefe da operação mineradora, emprega ex-soldados e ex-fuzileiros como mercenários.

Pandora é habitado por uma espécie de humanóides chamada Na'vi. Medindo quase 3 metros de altura, com cauda, ossos naturalmente reforçados com fibra de carbono e pelo bioluminescente, os Na'vi vivem em harmonia com a natureza e são considerados primitivos pelos humanos. Eles veneram uma deusa chamada Eywa. Os humanos não são capazes de respirar na atmosfera de Pandora, a qual é rica em dióxido de carbono, metano e amônia. Além disso, não têm uma convivência pacífica com os Na'vi por não entenderem sua cultura de venerar a natureza.

Os pesquisadores humanos coordenados por Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver) criaram o Programa Avatar, híbridos humano-Na'vi geneticamente modificados. Um humano que compartilhe material genético com um Avatar é mentalmente ligado e pode se conectar através de conexões neurais que permitem o controle do corpo do Avatar. Jake Sully (Sam Worthington) é um ex-fuzileiro paraplégico, que vai para Pandora querendo dinheiro para uma operação que o curaria da paralisia. O irmão gêmeo de Jake, Thomas, era um cientista do programa Avatar e ao morrer, Jake é chamado para assumir seu lugar no programa por sua similaridade genética que permitiria compatibilidade com o Avatar do irmão. Dra. Augustine não fica contente com a substituição, pois o irmão de Jake era um cientista com anos de treinamento para participar do programa. Jake, por sua vez, nunca usou um Avatar e não tem nenhum conhecimento sobre a cultura Na'vi. A equipe de pesquisa deixa que ele participe do programa, tendo-o mais como um segurança do que como um cientista.

Quando Jake está servindo de escolta para Grace e o biólogo Norm Spellman (Joel David Moore) em forma de Avatar, ele é atacado por uma criatura local e se perde do resto do grupo. Na selva, é salvo por uma Na'vi fêmea, Neytiri (Zoë Saldaña). Neytiri inicialmente quer deixar Jake, mas após ele ser coberto por sementes da Árvore da Vida, decide levá-lo para a Casa da Árvore, onde mora seu clã, os Omaticaya.

Quando o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang) ouve sobre a ligação próxima de Jake aos Na'Vi, que está sendo ensinado sobre Pandora por Neytiri, promete-lhe pernas funcionais em troca de convencer os Omaticaya a saírem da Casa da Árvore, que fica sobre uma imensa reserva de Unobtainium. Em três meses, Jake começa a preferir o modo de vida dos Na'Vi, se une aos Omaticaya e inicia um relacionamento com Neytiri. Sua mudança de lealdade é demonstrada quando Jake ataca máquinas da RDA que vieram destruir a Casa da Árvore. Ao ver o acontecimento, Quaritch desliga Jake de seu avatar, e descobre um video-diário em que Jake diz que os Na'Vi jamais deixarão a região. Isso faz Quaritch ordenar a destruição da Árvore, e Grace discorda, dizendo que afetaria a rede neural bio-botânica de Pandora. Parker Selfridge dá a Grace e Jake uma hora para eles convencerem os Na'Vi a abandonarem a área.

Porém ao revelarem a missão, os Omaticaya consideram Jake e Grace traidores, e os aprisionam. Quaritch ataca a Casa da Árvore, matando muitos Omaticaya, inclusive Eytucan (Wes Studi) chefe do clã e pai de Neytiri. Jake e Grace são desconectados dos Avatares e aprisionados junto com Norm. A piloto Trudy Chacon (Michelle Rodriguez), revoltada com as ações recentes, os libertam. Na fuga, Grace é baleada por Quaritch. Com Grace morrendo, Jake resolve pedir ajuda aos Omaticaya. Após domar o Toruk, uma besta que só cinco Na'Vi conseguiram montar, Jake voa até a Árvore das Almas, onde os Omaticaya se refugiaram, e pede a ajuda deles para salvar Grace. Há uma tentativa de transferir a alma de Grace para seu avatar, mas os ferimentos da cientista são graves demais e ela morre.

Jake e Tsu'Tey (Laz Alonso), o novo líder Omaticaya, usam o Toruk para voar até os diferentes clãs Na'Vi e convencê-los a se juntar em sua luta. Depois, Jake ora para Eywa, pedindo sua ajuda - as tropas de Quaritch planejam destruir a Árvore das Almas. Na batalha que segue, muitos Na'Vi morrem, incluindo Tsu'Tey e Trudy, e a derrota parece próxima, mas então a fauna de Pandora ataca e tira a vantagem da RDA. Jake destrói um bombardeiro, e Quaritch retalia atacando o prédio onde está a cápsula de controlar avatares com o corpo de Jake. Jake é exposto a atmosfera e quase morre, mas é salvo por Neytiri após esta matar Quaritch.

Selfridge e os militares são expulsos de Pandora, mas os Na'Vi deixam os cientistas permanecerem. Jake se torna líder dos Omaticaya, e tem sua alma transferida permanentemente para seu avatar por meio da Árvore das Almas.

Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo (spoilers).
[editar] Elenco e personagens
[editar] Humanos
Sam Worthington como Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas. Ele foi selecionado para o programa Avatar em substituição ao seu irmão gêmeo morto por terem genoma idêntico e, consequentemente, compatibilidade com o Avatar já produzido para o irmão. O Avatar de Jake é levado por Neytiri ao seu clã Na'vi, onde ele lentamente aprende sua língua e seus costumes.
Sigourney Weaver como Dra. Grace Augustine, uma experiente botânica que vive em Pandora há 15 anos e dirige o projeto Avatar. Ao longo dos anos em que trabalhou em Pandora, ela catalogou a flora do planeta, aprendeu a língua dos nativos e os ensinou inglês.
Michelle Rodriguez como Trudy Chacon, uma piloto da marinha americana.
Giovanni Ribisi como Parker Selfridge, administrador da estação em Pandora.
Joel David Moore como Norm Spellman, um biólogo que estuda a natureza de Pandora no laboratório de Dra Augustine.
Stephen Lang como o Coronel Miles Quaritch, principal vilão do filme. O Coronel tem como missão retirar os Na'vi do clã Omaticaya da árvore onde vivem e não poupa esforços militares para cumpri-la.
[editar] Na'vi
Zoë Saldaña como Neytiri, a princesa do clã Omaticaya. Neytiri é a responsável por levar Jake ao seu clã e ensiná-lo seus costumes.
CCH Pounder como Mo'at, rainha do clã e sua líder espiritual.
Laz Alonso como Tsu'Tey, um dos mais bravos guerreiros Na'vi e noivo prometido de Neytiri.
Wes Studi como Eytucan, o rei Na'vi do clã Omaticaya, marido de Mo'at e pai de Neytiri.
[editar] Criaturas
Banshee: São animais alados nativos de Pandora. Eles representam um rito de passagem na vida dos aspirantes a guerreiro Na’vi que devem escolher um animal para domá-lo e montá-lo. São extremamente difíceis de montar, por isso, conseguir domá-lo representa assumir uma posição de prestígio no clã. Acredita-se que exista uma conexão "cerebral" entre o animal e seu cavaleiro que permite que os movimentos do animal durante o voo sejam precisos e a montaria fique aparentemente fácil. O banshee é altamente adaptado ao voo e ao ambiente de Pandora, que tem gravidade menor que a da Terra. O ar do planeta também é mais denso, e o animal precisa de muita força para se deslocar nos céus. O Banshee das montanhas é altamente adaptado para voos. Seus ossos são ocos e cheios de ar. Possuem músculos bem desenvolvidos e ligados especialmente ao esterno, permitindo movimentos poderosos e necessários para subir cada vez mais alto, e com a fusão na espinha dorsal o seu tronco é fortalecido dando suporte para as asas. E apesar de se parecere com um reptil, sua anatomia é muito próxima dos pássaros. Seu nome Na’vi é ikran.[26]
Leonopteryx: É rei dos predadores dos ares, listrado de vermelho, amarelo e preto, suas asas chegam a 24,5 metros quando abertas. Seu nome Na’vi é toruk, significando "última sombra", em alusão a ser a última sombra que alguém vai ver, antecedendo seu ataque. Por ser um animal belo e feroz tem um lugar central no folclore e na cultura Na’vi. Ele é lembrado na dança, música e totens que simbolizam o medo e o respeito pela criatura.[27]
Direhorses: Lembram os cavalos terrenos, porém com vários detalhes importantes a mais. São animais herbívoros que possuem duas finas e longas antenas, uma de cada lado da cabeça. Os cientistas acreditam que o toque nas antenas transmite ao animal a sensação de prazer e carinho. As antenas ajudam também na troca de alimento, senso de direção e também como alerta para perigos. Cameron, diretor do filme, descreve o animal como um "cavalo da raça Clydesdale alienígena, de seis patas, com antenas de mariposa".[carece de fontes?] Estes animais são adaptados ao terreno acidentado de Pandora e os guerreiros Na’vi usam em batalhas. Seu nome Na’vi é pa'li.[28]
Thanator: É a mais temida das criaturas de Pandora. "O Thanator poderia devorar um tiranossauro-rex e comer o Alien de sobremesa. É a pantera do inferno", descreve o realizador John Rosengrant, do Stan Winston Studios. Sua musculatura é impressionante e fornece força e energia para longas corridas e saltos. Mesmo os destemidos Na’vi são surpreendidos pela abordagem da criatura. Os sentidos thanator são tão altamente desenvolvidos, que, dependendo das condições atmosféricas, podem detectar presas até treze quilômetros de distância.Seu nome Na’vi é palulukan.[29]
Viperwolves: Este animal conta com seis patas, corpo magro, mas muito poderoso que lhe permite viajar longas distâncias em busca de presas.Seus olhos verdes podem enxergar tanto durante o dia quanto à noite e sua percepção de profundidade é incrível. Acredita-se que o Viperwolve pode sentir presa por mais de oito quilômetros de distância. Poucos predadores, incluindo o banshee, tentariam um ataque a um Viperwolve, que quase sempre anda a caçar em grupo. Cameron descreve o animal como "desprovidos de pelos, com pele brilhosa que equivale a uma armadura. O mais assustador são as patas deles, que parecem mãos de couro".[carece de fontes?] Seu nome Na’vi é nantang,[30]
Hammerhead Titanothere: Grandes herbívoros terrestres com couraça corporal, seis patas e uma cabeça em forma de uma marreta na horizontal. Esta enorme criatura viaja em pequenos rebanhos ou matilhas pelos pastos. É moderadamente social, mas também extremamente territorial e hierárquica. Exibe ameaça constante, visível e audível, durante grande parte do dia. São criaturas que se irritam com certa facilidade e muitas vezes ao dia, normalmente o suficiente para fazer qualquer criatura de Pandora sair correndo para se proteger.[31]
Stingbat: Animais alados similares aos Banshees, porém, menores.[32]
Prolemuris: Animais arborícolas de braços que se bifurcam em dois antebraços. São semelhantes aos lêmures ou outros primatas terrestres.[33]
Fan Lizard: Pequenos animais que possuem semelhança com nossos lagartos, mas possuem a capacidade de voar com uma "asa" espiral em rotação nas costas.[34]
Tapirus: Animal que é como um porco que vive em Pandora. Em um planeta com predadores aperfeiçoados o Tapirus preenche o papel lamentável de presa perfeita.
[editar] Produção

SINOPSE DO FILME CREPUSCULO

Isabella Swan, de 17 anos, nunca havia vivido grandes emoções na sua vida. Sendo uma jovem extremamente responsável, tímida e introspectiva, decide mudar-se da ensolarada cidade de Phoenix, onde morava com a sua mãe (Renée) e o novo marido dela (Phil), devido ao estado apreensivo desta, para a pequena e chuvosa cidade de Forks (apesar de a detestar), onde viveria com o seu pai, Charlie, o chefe da polícia local.

No primeiro dia de aulas na sua nova escola, Bella, como gostava de ser tratada, depara-se com cinco jovens de uma beleza sobre-humana no refeitório: Edward, Alice, Emmett, Rosalie e Jasper (todos membros da família Cullen). Mais tarde, na aula de Biologia, ela conhece Edward Cullen, que parece profundamente irritado com sua presença - sem razão aparente - e que tenta, inclusive, mudar o seu horário de aulas para não ter que conviver com ela.

Depois de Jacob Black (um indígena quileute de uma família amiga de seu pai) lhe contar algumas lendas e histórias locais e de Bella pesquisar na internet, ela acaba por descobrir que os Cullen são uma família de vampiros. No entanto, como Edward lhe conta mais tarde, estes não se alimentam de sangue humano, apenas do sangue de animais, sendo considerados "vegetarianos" no seu meio.

A partir destas descobertas, Bella entra num mundo totalmente novo para si, pois, ao apaixonar-se por Edward, acaba por enfrentar perigos consideráveis, principalmente quando do aparecimento de James, um vampiro rastreador, que se alimenta de sangue humano e que se sente profundamente atraído pelo seu odor. James nota como Edward protege Bella, e isso faz deste o mais interessante de todos os jogos para ele.

Edward e sua família se esforçam para proteger Bella, mas James acaba convencendo-a de que capturou sua mãe e fazendo com que ela vá se encontrar com ele em um estúdio de balé que frequentava quando criança. James ataca e morde Bella, mas Edward e o resto da família Culllen chegam antes que ele possa matá-la. James é destruído e Edward suga o veneno que havia no sangue de Bella, impedindo que ela se torne uma vampira. Por estar muito machucada, Bella passa algum tempo em um hospital. Depois que ela é liberada, eles voltam para Forks. Os dois vão para o baile de primavera da escola e ela expressa para Edward seu desejo de se tornar vampira, para que possam permancecer juntos para sempre, pois ela o ama incondicionalmente e vice-versa. Sem o conhecimento dos dois, Victoria - ex-parceira de James - observa-os, pronta para vingar a morte dele.

[editar] Elenco
[editar] Os Cullen e os Swan

Robert Pattinson e Kristen Stewart interpretam Edward Cullen e Bella Swan.Kristen Stewart como Isabella "Bella" Swan, uma garota de 17 anos que se muda para a pequena cidade de Forks.[7]
Robert Pattinson como Edward Cullen, um vampiro de 109 anos que aparentará ter 17 para sempre. Ele tem o dom de ler mentes, assim como força e velocidade sobre-humanas.[7]
Peter Facinelli como Carlisle Cullen, um compassivo vampiro de 364 anos que aparenta ter 23. Ele trabalha como médico em Forks e é a figura paterna da família Cullen.[8]
Elizabeth Reaser como Esme Cullen, a esposa vampira de Carlisle e figura materna dos Cullen.[9]
Ashley Greene como Alice Cullen, uma vampira que pode ver o futuro baseado nas decisões que as pessoas tomam.[9]
Jackson Rathbone como Jasper Hale, um vampiro que pode manipular as emoções da pessoas. Entre os Cullen, ele é o que mais tem dificuldade em não ingerir sangue humano. É parceiro de Alice.[9]
Nikki Reed como Rosalie Hale, vampira descrita no romance como a pessoa mais bonita do mundo.[10]
Kellan Lutz como Emmett Cullen, o mais forte e musculoso vampiro da família. É parceiro de Rosalie.[9]
Billy Burke como Charlie Swan, pai de Bella e chefe da polícia de Forks.[11]
[editar] Vampiros nômades
Cam Gigandet como James, o líder de um grupo de vampiros nômades que tenta matar Bella. Ele é um talentoso rastreador.[10]
Rachelle Lefèvre como Victoria, parceira de James que o ajuda a procurar Bella.[10]
Edi Gathegi como Laurent, o mais civilizado membro do grupo.[12]
[editar] Outros
Taylor Lautner como Jacob Black, um amigo de infância de Bella, membro da tribo Quileute.[13]
Sarah Clarke como Renée Dwyer, mãe de Bella. Vive no Arizona com seu marido Phil.[12]
Matt Bushell como Phil Dwyer, marido de Renée, joga na segunda divisão de beisebol.[14]
Gil Birmingham como Billy Black, pai de Jacob e amigo de Charlie.[12]
Solomon Trimble como Sam Uley, um membro da tribo Quileute.[15]
Christian Serratos como Angela Weber, uma das novas amigas de Bella em Forks.[12]
Michael Welch como Mike Newton, um dos amigos de Bella, que demonstra estar interessado nela.[10]
Anna Kendrick como Jessica Stanley, amiga de Bella.[7]
Justin Chon como Eric Yorkie, amigo de Bella. Também disputa por sua atenção.[7]
Gregory Tyree Boyce como Tyler Crowley, outro dos colegas de classe de Bella. Também se mostra interessado nela.[16]
José Zuniga como Mr. Molina, professor de biologia da turma de Bella. No romance, chama-se Mr. Banner.[14]
Ned Bellamy como Waylon Forge, um dos amigos de Charlie; esse personagem não está presente no livro.[14]
Ayanna Berkshire como Cora, conhecida de Charlie. Também não está presente no romance.[16]
Classificação
Brasil: 12
Estados Unidos: PG-13
Portugal: M/12
[editar] Produção

FILME AMANHECER

FILME LUA NOVA

FILME CREPUSCULO

O SENHOR DOS ANEIS

CIVILIZAÇÃO EGPSIA

EGITO

OS IMPACTOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

O grande impacto da tecnologia em relação à educação está no futuro das pessoas e, especialmente, daqueles que hoje estão iniciando sua alfabetização. Essa revolução dos computadores e da internet trouxe, dentre outros impactos, uma polêmica entre pais e educadores. A principal questão é se o computador será prejudicial ou benéfico para a educação e no comportamento do aluno. De qualquer forma, a informática torna o raciocínio da criança mais rápido e aberto à aprendizagem. Pressupõe-se que; se a criança/aluno diferenciar a hora de brincar da hora de viver/estudar e, sobretudo, se não viciar, os computadores podem ser grandes aliados na tarefa educacional. Junto com os pais, os professores devem estabelecer limites para uso do computador e da internet. Ao usar o computador a criança deve ser bem orientada, devendo ainda, também se relacionar com outra criança para a sua socialização. Em meio aos jogos e outras maravilhas do computador, é dever dos pais e educadores incentivar as crianças quanto a sua utilização e expor os problemas relacionados ao vício. Devemos ter em mente que, ao falarmos de crianças e pessoas mais jovens do que nós, por mais que as novas tecnologias sejam novas para nós, não o é para as pessoas mais jovens. Ao conviver num meio com maior opção de vida, as crianças, por certo, crescerão saudavelmente e normais a qualquer tipo de comportamento desviado pelo uso excessivo das máquinas. Quando se dispõe de um recurso de informática, os educadores poderão controlar o uso do mesmo para um melhor aprendizado. De qualquer modo, os dispositivos da informática é inegável para o aluno ampliar seus conhecimentos. Este é um dos motivos pelos quais a educação está sendo beneficiada pela informatização cada vez mais crescente. A internet permite tanto ensino individualizado como o trabalho cooperativo e em grupo entre alunos. O computador vem se destacando principalmente pelo interesse que causa nos alunos. Curiosos e entusiasmados para aprenderem a mexer, eles ficam atentos a todo tipo de orientação e novidade relacionada ao computador e a internet. Outra questão a ser considerada, é que nesse novo sistema do mundo tecnológico, o professor passa a não ser mais o detentor de todo o saber, e sim um orientador, um intermediário entre o aluno e os conhecimentos que a rede pode fornecer e a máquina organizar. A informática tem o poder de entreter mesmo aqueles alunos com dificuldades de comunicação e concentração. A internet abre um vasto caminho entre o mundo e aquele que se sente, ou melhor, sentia-se distante de sua própria realidade. Portanto, educar no mundo de hoje é uma tarefa não só das escolas e universidades, mas também da rede mundial de computadores que em muito facilitou o dia-a-dia dos indivíduos.

A PROFISSÃO DE PROFESSOR FORMADOR DE OPINIÃO

Lecionar, mais do que uma profissão, para alguns, é um dom. A carreira de professor, mesmo nos dias de hoje, ainda é cercada de ideais.
Ensinar e orientar são esses os pilares do magistério. O professor é aquele que escolheu guiar seus alunos pelo mundo do conhecimento. É aquela figura que desperta admiração, respeito, carinho e que, sem dúvida, está sempre na nossa lembrança - seja pela disciplina ou pelo jeito pitoresco de ministrar suas aulas. Mas, em meio a tantas crises na educação do país, a profissão resiste bravamente. Ainda bem. Pois o que seria de nós sem eles?

Da professorinha à profissional pós-graduada

O curso Normal formou milhares de professoras para a educação infantil do país ao longo de décadas e foi considerado, durante um bom tempo, a opção natural para as moças que não seguiam apenas o ofício doméstico. Atualmente, o mercado de trabalho exige mais das mulheres que desejam se dedicar à carreira de professora: o curso superior se tornou importante requisito. "Não dá para ficar só com o Normal, você fica para trás. Na escola, eu via muitos problemas que não conseguia resposta e a capacitação na pós trouxe estas soluções", revela a professora Angélica Vieira, que se formou em psicologia e fez pós-graduação.

Formada em engenharia e com anos de experiência no setor de informática, Emília Parentoni foi tomada pelo desafio de lecionar. Começou com apenas uma turma aos finais de semana, mas a experiência deu tão certo que, após seis meses, ela foi convidada a assumir 13 turmas na instituição. A partir daí, não parou mais: “Gostei muito da vida acadêmica”, conta. Com duas pós-graduações no currículo, ela sentiu necessidade de cursar o mestrado e já prepara sua tese de doutorado. “Surgiu, no início, uma certa insegurança em relação ao conhecimento e a maneira de transmiti-lo. Havia muitos anos que eu não estudava. Existe a experiência, mas também conta a vivência dentro da escola, a linguagem apropriada para a sala de aula”, observa.

Novos mestres, novos alunos

Não foi somente o perfil dos professores que mudou. As configurações familiares também se transformaram, como explica a psicopedagoga Lucíola Ferraiolo. Segundo ela, as crianças, atualmente, necessitam de um apoio familiar sólido. No entanto, muitos pais procuram remediar isso com as atividades escolares. “As crianças, de um modo geral, são muito largadas. Não é querer culpar ninguém, porque os pais têm de trabalhar. Mas acaba que o referencial passa a ser quase que exclusivamente o professor”, revela.

Só que a demanda dos responsáveis por uma instituição que resolva as questões de seus filhos, que não podem ser contornadas por eles no dia-a-dia, esbarra na dificuldade, cada vez maior, dos professores de se afirmarem como autoridades dentro da sala de aula. E é este um dos grandes desafios da educação nos dias de hoje, uma vez que os conceitos de autoridade e autoritarismo estão bastante confusos – tanto para as crianças quanto para os pais. “Os pais modernos acham que ter diálogo com os filhos é tratar de igual para igual. As crianças perdem o parâmetro. A autoridade faz falta”, avalia Lucíola.

Se por um lado a omissão dos pais causa distorções na relação dos mestres com seus alunos, a intromissão excessiva dos responsáveis nas questões pedagógicas e acadêmicas também é motivo de dor de cabeça para os professores. “Antes, as mães eram donas de casa. Hoje em dia, elas têm formação, muitas até mestrado e doutorado. Todo mudo acha que pode dar palpite em educação e o que é uma coisa natural. Às vezes, os palpites procedem, mas na maioria das vezes não”, afirma Lucíola Ferraiolo.

Propostas atuais

Entretanto, a psicopedagoga observa que o professor não deve se colocar como dono da verdade dentro da sala de aula, numa postura já ultrapassada de detentor do saber. “Atualmente, o conhecimento está muito mais focado na pergunta do que na resposta. O professor deve ser aquele que costura as informações interessantes que o aluno traz. Tem de ser um mediador e o que permeia esta relação é a afetividade”, pondera Lucíola. Esta afetividade mencionada pela psicopedagoga também motiva professores de todos os níveis de ensino. Emília Parentoni, por exemplo, faz questão de manter uma relação de amizade com seus alunos. “Você não pode ser somente professor. Tem de ser um facilitador de idéias. Dentro de sala, você é soberano. Se você trata os alunos de uma forma digna, o retorno é imediato”, assegura ela.

Reclamações antigas

A remuneração da classe costuma ser uma questão bastante debatida. Muitos profissionais alegam ser pouco valorizados quando o assunto é salário. Apesar de concordar com as reivindicações dos colegas, Emília acredita que este tipo de insatisfação, hoje em dia, é comum em todas as profissões. “Você já viu alguém estar satisfeito com o salário que ganha? Eu tenho cinco fontes pagadoras, conta em quase todos os bancos. Tenho que trabalhar manhã, tarde e noite para ter dinheiro. Como um fator motivacional, reclamar pode ser positivo, nos faz procurar novas oportunidades”, avalia.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DE LÍNGUAS

Atualmente vivemos numa sociedade tecnológica, em que a quantidade e a velocidade de informações são muito grandes, provocando assim mudanças na nossa maneira de ser, de pensar e de agir, na medida em que nos permite de forma crítica, uma releitura do mundo. A rede de computadores está conectada mundialmente, permite aos usuários do mundo todo em um curto espaço de tempo acessar qualquer assunto ou pesquisar sem sair do local que esteja. Sendo assim a escola, que complementa a educação das pessoas e os orientam ou forma para uma vida social e política ativa, consciente e responsável, deve adaptar-se, estruturar-se para formar esse individuo que vai atuar nesse novo mundo modificando sua visão suas metas e objetivos, sua missão é buscar atender a demanda desse novo contexto social.
Diante desta perspectiva das novas tecnologias, que já estão presentes na sociedade, no cotidiano das pessoas e principalmente dos alunos e professores, com equipamentos como vídeo-game, caixas eletrônicos, nos aparelhos de fax, telefones móveis e mp12, que estão nas esquinas, nas casas de crianças e adolescentes, enfim, diante das rápidas transformações que ocorrem em todos os campos da vida humana, seria uma contradição à escola não preparar o individuo para esta sociedade que se avizinha e que nos lembra que a educação não pode mais continuar a reboque dos processos sociais, pois a tecnologia sempre afetou o homem das primeiras ferramentas por vezes consideradas como extensões do corpo, a maquina a vapor que mudou hábitos e instituições, o computador que trouxe novas e profundas mudanças sociais e culturais a tecnologia nos ajuda, nos completa, nos amplia, facilitando nossas ações, nos transportando em determinadas tarefas, os recursos tecnológicos ora nos fascinam ora nos assustam.
No uso das tecnologias no ensino de línguas, ocorre que o novo sempre assusta aqueles que não estão acostumados com o progresso, e as escolas estão repletas de professores que adotam posturas conservadoras que deverão ser reavaliadas a partir da necessidade emergente de um novo olhar dentro da escola, voltadas para as demandas sociais e políticas que vem se instaurando com o fortalecimento do processo de globalização. O que nos cabe como educadores que somos, é saber que estaremos sempre diante de obstáculos, que nunca estaremos prontos e que crescemos a cada dia com nossas experiências e com as de nossos alunos, ou seja, cada professor deve ser um eterno aprendiz. Um grande incentivo às mudanças no ensino de línguas é a chegada dos equipamentos tecnológicos á escola (TV, DVD, Vídeo Cassete e Computadores), porém apenas a presença física dos equipamentos não qualifica as mudanças profundas que ocorrem quando realmente existe interação entre os atores educacionais e a máquina, sendo esta utilizada como estruturante do saber.
A utilização de novas tecnologias na educação deve ser integrada ao ambiente e a realidade dos alunos, não só como ferramenta, mas como recurso interdisciplinar, constituindo-se também em algo a mais com que o professor possa contar para bem realizar o seu trabalho na utilização da tecnologia nas escolas, os coordenadores atuariam como mediadores na interação entre professores e alunos com as tecnologias existentes nas escolas (TV, Vídeo, Computadores, Internet e Livros Didáticos).
Ao professor não cabe mais aquele papel de detentor da verdade absoluta, mas cabe-lhe transformar o espaço da aprendizagem em um ambiente desafiador, promovendo o desenvolvimento da autonomia da criatividade, da criticidade e da auto-estima do aluno tornando-se autor, aprendiz, participante de todo o processo, já que também ele está em processo de formação.
Segundo fontes do IBGE, cerca de 21,9 % da população acima de 10 anos de idade utilizam a rede mundial de computadores, a internet no país. Tendo em vista estes dados, concluímos que a internet faz parte de nossas vidas, bem mais do que pensamos.
É por acreditarmos que os recursos oferecidos pela tecnologia no ensino de línguas, podem tanto mudar a sociedade, ampliando as possibilidades de acesso dos grupos excluídos, como aumentar ainda mais a distancia e a exclusão existente. Por acreditar que essas mudanças são possíveis, por acreditar que introduzir o computador na escola é um meio de desenvolver cidadãos mais críticos, sociais e independentes e que é papel dos educadores envolve todas as camadas sociais em projetos que promovam a construção de uma sociedade mais igualitária e por isso, menos conflitante e violenta que propomos uma reflexão destes valores por todos os que se preocupam com a educação.
O participante desse ambiente virtual, no âmbito da educação, é constantemente convidado a ler e a interpretar o pensamento do outro, expressar idéias próprias através da escrita, conviver com a diversidade e a singularidade, trocar experiências, realizar simulações, testar hipóteses, resolver problemas e criar novas situações, engajando-se na construção coletiva de uma rede de informações, onde o foco não é a tecnologia, mas a atividade humana em realização. Cada participante do ambiente compartilha valores, motivações, hábitos e práticas, torna-se receptor e emissor de informações, leitor, escritor e comunicador.
No ensino de línguas, há varias experiências desenvolvidas no Brasil, o pesquisador Marcuschi (2002) e Xavier (2004), que evidenciam o papel relevante dos gêneros discursivos eletrônicos e da tecnologia como motivadores da participação de alunos na sua própria construção do conhecimento especialmente em função dos recursos interativos que o meio eletrônico oferece para inserção do aluno no processo de produção textual. O sistema de textos usado na rede eletrônica, o hipertexto, que é um documento eletrônico composto por todos ou unidades textuais interconectadas que formam uma rede de estrutura não linear, organizada a rede virtual de comunicação de modo mais dinâmico, por ser móvel e possibilitar a passagem de um ponto a outro no universo virtual rapidamente. Portanto, estamos vivendo hoje, a introdução na sociedade de novas modalidades de práticas sociais de leitura e de escrita, propiciadas pelas recentes tecnologias no ensino de línguas e comunicação eletrônica.

domingo, 18 de abril de 2010

EDUCAÇÃO A DISTANCIA MODALIDADE DE FORMAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL

Atualmente a Educação a Distância (EAD), possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo, da pesquisa e do compartilhar de conteúdos. A Educação a Distancia também chamada de “Teleducação, por vezes designada erradamente por Ensino a Distancia é a modalidade de ensino que permite ao aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente presencial (formal) de ensino e aprendizagem assim como possibilita que faça seu estudo em tempo distinto. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aluno, se constitui como uma modalidade de ensino mediada por tecnologia, com características básicas que são: O encurtamento das distâncias a minimização das barreiras geográficas e temporais entre o conhecimento e o aprendiz. Contudo, a EAD não substituirá a modalidade presencial e vem para somar conhecimento.
Diante deste desenvolvimento e da importância que a EAD tem nos dias atuais, o professor e o aluno agora assumem novas e múltiplas ações, esta modalidade é conhecida desde o século XIX, entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas, ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial e evoluir com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e na sociedade. Na EAD o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo de forma a participar da disciplina, assim esta modalidade deixa de ser concebida como mera transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimento úteis ao aluno.
Com o advento da Internet, Email e todos os recursos disponíveis na Word Wide Web, tornaram-se ampliados o campo de abrangência da Educação a Distancia. Em alguns casos é pedido ao estudante que estejam presente em determinados locais para realizar as avaliações. A presencialidade é muitas vezes necessárias no processo de educação. Na EAD não de vê haver diferença entre a metodologia utilizada no ensino presencial. As metodologias mais eficientes no ensino presencial são também as mais adequadas ao ensino a distancia, o que muda basicamente não é a metodologia de ensino, mais a forma de comunicação. Nesse processo de aprendizagem o “Orientador ou Tutor”, atua como “Mediador”, Istoé, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional, através de diferentes meio e recursos da tecnologia da comunicação, esta mediação tem tarefa adicional de vencer a distancia física entre educador e educando. Hoje, temos uma educação diferenciada como Presencial, Semi-Pesencial e Educação a Distância. A presencial são os cursos regulares onde os professores e alunos se encontram sempre numa instituição de ensino. A Semi-Presencial acontece em parte na sala de aula e a outra parte a Distância utilizando a tecnologia da informação, seus referencias são fundamentados nos quatro pilares da educação do século XXI publicados pela UNESCO que são: Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Viver Junto e Aprender a Ser. Portanto a EAD, veio para derrubar tabus e começar uma nova era em termos de educação, esse tipo de aprendizagem não é mais uma alternativa, para quem não disponibiliza as educação formal, mas se tornou uma modalidade de ensino de qualidade que possibilita aprendizagem de um número maior de pessoas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

PROFISSÃO AGENTE DE SAÚDE

Apresentar o perfil profissional do Agente Comunitário de Saúde com vistas a subsidiar as instituições formadoras na elaboração de programas de formação e desenvolvimento baseados em competências expressas em conhecimentos e habilidades que gerem crítica, reflexão, sensibilidade e construção de desenvoltura enquanto membro da equipe de saúde.

- Descrição da Profissão

A profissão de ACS foi criada pela Lei n° 10.507, de 10 de julho de 2002, e seu exercício dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde.

O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF, realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade, em conformidade com as diretrizes do SUS, e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania.



4 - O conceito de competência

O desafio de preparar profissionais adequados às necessidades do SUS implica, dentre outras mudanças, profundas alterações na forma de organização da formação destes profissionais. A busca de alternativas que propiciem a construção de programas de ensino que possibilitem o maior ajustamento aos desenhos de organização da atenção à saúde proposta nacionalmente, leva à incorporação do conceito de competência profissional, cuja compreensão passa necessariamente pela vinculação entre educação e trabalho.

Na elaboração desta proposta, considerou-se a formulação de Zarifian (1999) para conceituar competência profissional: capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional, com iniciativa e responsabilidade, segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades.

Este conceito de competência está baseado na visão do trabalho como conjunto de acontecimentos, com forte dose de imprevisibilidade e baixa margem de prescrição, contrariamente ao que propõem os estudos clássicos sobre a organização e gestão do trabalho, identificados como o fordismo, o taylorismo ou o fayolismo. Tal acepção, por sua vez, implica a reconceitualização da qualificação profissional, que deixa de ser a disponibilidade de um "estoque de saberes", para se transformar em "capacidade de ação diante de acontecimentos" (Zarifian, 1990).

Esta concepção de competência inclui uma série de sentidos, cujas definições também podem ser explicitadas:

ÞIniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria;

ÞResponsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações;

ÞAutonomia: capacidade de aprender a pensar, argumentar, defender, criticar, concluir e antecipar, mesmo quando não se tem poder para, sozinho, mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições; porém não é sinônimo de independência e sim, de interdependência, entendida como responsabilidade e reciprocidade;

ÞInteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. Envolve tanto a dimensão cognitiva (saber), como a compreensiva (relacionar o conhecimento com o contexto), por isso, utilizam-se os termos articular e mobilizar ao invés de aplicar;

Þcoordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho, assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros;

Þsituações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação, de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações, ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho.

Assim, competência profissional inclui capacidades, atividades e contextos. Trata-se, pois, da combinação de conhecimentos, destrezas, experiências e qualidades pessoais usadas efetiva e apropriadamente em resposta às várias circunstâncias relativas à prática profissional.

Considerar competência, nestes termos, possibilita ao trabalhador conhecer a utilidade e os impactos das ações que realiza, compreender que os grupos sociais não são abstratos ou distantes, ignorando necessidades e modos de viver e, sobretudo, compreender a importância do processo de interação em equipe de trabalho com os indivíduos, grupos e coletividades com os quais trabalha.



5 - Contextualização do conceito de competência para o ACS

Considerando-se o contexto e as concepções de saúde que têm como referência doutrinária a Reforma Sanitária Brasileira e como estratégia de reordenação setorial e institucional o Sistema único de Saúde, a competência profissional dos trabalhadores de saúde é compreendida como um dos componentes fundamentais para a revolução qualitativa desejada para os serviços de saúde.

Os ACS atuam no apoio aos indivíduos e coletivos sociais, identificando as situações mais comuns de risco em saúde, participando da orientação, acompanhamento e educação popular em saúde, estendendo as responsabilidades das equipes locais de saúde, colocando em ação conhecimentos sobre a prevenção e solução de problemas de saúde, mobilizando práticas de promoção da vida em coletividade e de desenvolvimento das interações sociais.

A formação e desenvolvimento profissionais baseados em competências sugerem a identificação técnica, ética e humanística do que compete ao profissional de saúde e que competências são requeridas para que os usuários das ações e serviços de saúde se sintam atendidos em suas necessidades diante de cada prática profissional.

Compete ao ACS, no exercício de sua prática, a capacidade de mobilizar e articular conhecimentos, habilidades, atitudes e valores requeridos pelas situações de trabalho, realizando ações de apoio em orientação, acompanhamento e educação popular em saúde a partir da concepção de saúde como promoção da qualidade de vida e desenvolvimento da autonomia diante da própria saúde, interagindo em equipe de trabalho e com os indivíduos, grupos e coletividades sociais.



6 - Descrição operacional das competências profissionais do ACS

A Portaria GM/MS n° 1.886, de 18 de dezembro de 1997, que estabelece as atribuições do ACS, e o Decreto Federal n° 3.189, de 04 de outubro de 1999, que fixa diretrizes para o exercício de suas atividades, possibilitam uma proposição qualitativa de suas ações, evidenciando-se um perfil profissional que concentra atividades na promoção da saúde, seja pela prevenção de doenças, seja pela mobilização de recursos e práticas sociais de promoção da vida e cidadania ou mesmo pela orientação de indivíduos, grupos e populações com características de educação popular em saúde, acompanhamento de famílias e apoio sócio­educativo.

A partir desta análise e considerando-se as singularidades e especificidades do trabalho do ACS, foram construídas as competências específicas que compõem o perfil profissional deste trabalhador. O enunciado das competências explicita capacidades às quais se recorre para a realização de determinadas atividades num determinado contexto técnico-profissional e sócio-cultural. Assim, cada competência proposta para o ACS expressa urna dimensão da realidade de trabalho deste profissional e representa um eixo estruturante de sua prática, ou seja, uma formulação abrangente e generalizável, de acordo com a perspectiva de construção da organização do processo de formação e de trabalho. Além disso, partiu-se do pressuposto de que a competência profissional incorpora quatro dimensões do saber: o saber­conhecer, o saber-ser, o saber-fazer e o saber-conviver. Estas dimensões da competência profissional estão expressas nas habilidades (saber-fazer), nos conhecimentos (saber-conhecer), nas atitudes (saber-ser) e no coordenar-se com os outros (saber­conviver).

As habilidades e os conhecimentos referentes a cada competência dimensionam a atuação dessa categoria profissional. Entretanto, tais habilidades e conhecimentos não estão apresentados de forma hierarquizada, cabendo às instituições formadoras, no processo de construção dos programas de qualificação, identificar e organizar está complexidade, considerando, inclusive, suas transversal idades.

A dimensão saber-ser (produção de si) é considerada transversal a todas as competências e se expressa por capacidade de crítica, reflexão e mudança ativa em si mesmo e nas suas práticas.



O saber-ser considerado nesta proposta incorpora:



a)interagir com os indivíduos e seu grupo social, com coletividades e a população;

b)respeitar valores, culturas e individualidades ao pensar e propor as práticas profissionais;

c)buscar alternativas frente a situações adversas, com postura ativa;

d) recorrer á equipe de trabalho para a solução ou encaminhamento de problemas identificados;

e) levar em conta pertinência, oportunidade e precisão das ações e procedimentos que realiza, medindo-se pelos indivíduos, grupos e populações a que refere sua prática profissional;

f)colocar-se em equipe de trabalho em prol da organização e eficácia das práticas de saúde;

g)pensar criticamente seus direitos e deveres como trabalhador.

COMPETÊNCIA - 1

Desenvolver ações que facilitem a integração entre as equipes de saúde e as populações adscritas às Unidades Básicas de Saúde (UBS), considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades.



HABILIDADES

ÞTrabalhar e atuar em equipe de saúde;

ÞImplementar práticas de comunicação intersubjetiva e em educação popular;

ÞOrientar indivíduos, famílias e grupos sociais para a utilização dos serviços de saúde e outros disponíveis nas localidades ou no município;

ÞProgramar e executar acompanhamentos domiciliares de acordo com as prioridades definidas no planejamento local de saúde;

ÞFacilitar a integração entre a equipe de saúde e as populações de referência adscrita às UBS;

ÞAgendar atendimentos de saúde junto às UBS a partir do trabalho junto aos domicílios, instituições sociais ou entidades populares, considerando os fluxos e as ações desenvolvidas no ãmbito da atenção básica à saúde;

ÞRegistrar os acompanhamentos domiciliares no prontuário de família, conforme utilizado pelas UBS;

ÞRegistrar dados e informações referentes às ações desenvolvidas.

CONHECIMENTOS



ÞProcesso de trabalho em saúde e suas características;

ÞTrabalho em equipe de saúde e práticas em saúde da família;

ÞConduta profissional;

ÞPrincípios e diretrizes do SUS e as políticas públicas de saúde;

ÞSistema Municipal de Saúde: estrutura, funcionamento e responsabilidades;

ÞCultura popular, práticas tradicionais de saúde e a estratégia de saúde da família na atenção básica à saúde;

ÞConceitos, importância e práticas de comunicação intersubjetiva e em educação popular;

ÞFamília: sócio-antropologia e psicologia da família; moral, preconceitos e aceitação ativa da diferença;

ÞEventos vitais e sociais: nascimento, infância, adolescência, maturidade e envelhecimento; adoecimentos e morte; casamento, separação e uniões familiares diversas; vida produtiva, aposentadoria e desemprego; alcoolismo, drogas e atos ilícitos e a abordagem familiar ou de redução de danos etc.;

ÞAcompanhamento de família e grupos sociais: conceito e práticas de educação popular em saúde.

COMPETÊNCIA - 2

Participar do desenvolvimento das atividades de planejamento e avaliação, em equipe, das ações de saúde no âmbito de adscrição da respectiva UBS.



HABILIDADES



ÞRealizar o cadastramento de famílias por área de adscrição às UBS;

ÞConsolidar e analisar os dados obtidos pelo cadastramento;

ÞRealizar o mapeamento institucional, social e demográfico de cada área de adscrição;

ÞAnalisar os riscos sociais e ambientais à saúde por microáreas de territorialização;

ÞPriorizar os problemas de saúde de cada microárea, segundo critérios estabelecidos pela equipe de saúde;

ÞParticipar da elaboração do plano de ação, sua implementação, avaliação e reprogramação permanente junto às equipes de saúde.



CONHECIMENTOS



ÞCadastramento familiar e territorial: finalidade, instrumentos, técnicas de registro da informação, preenchimento do cadastro familiar, consolidação e análise quanti-qualitativa de dados;

ÞInterpretação demográfica;

ÞAnálise da situação sócio-econômica: tipos de atividade econômica, disponibilidade e utilização dos meios de comunicação, disponibilidade e acesso aos sistemas de transporte, escolarização e alfabetização, tipos de habitação, influência do emprego e desemprego, renda familiar, aposentadorias e pensões, existência de organizações populares, reconhecimento das lideranças locais, influência de migrações e etnias nos costumes e crenças locais, diversidade e identidades das populações etc.;

ÞIdentificação e compreensão dos traços culturais nas coletividades e populações: influência das crenças e práticas populares no cuidado à saúde; práticas culturais no cuidado à saúde;

ÞDoenças mais comuns por grupo etário, inserção social e distribuição geográfica com ênfase nas características locais esperadas de atuação;

ÞConceitos de territorialização, de microárea e área de abrangência;

ÞCritérios operacionais para definição de prioridades: magnitude, vulnerabilidade e transcendência;

ÞMapeamento sócio-político e ambiental: finalidade e técnicas;

ÞEstratégias de avaliação em saúde: conceitos, tipos, instrumentos e técnicas de utilização;

Þ Indicadores epidemiológicos;

ÞIndicadores de produção das ações e serviços de saúde: índice de cobertura vacinal em crianças menores de um ano, proporção de vacinas em dia em crianças menores de um ano, cobertura de pré­natal, taxa de desnutrição infantil, taxa de mortalidade infantil, incidência de diarréia em crianças menores de dois anos, proporção do uso do soro oral em crianças que tiveram diarréia, proporção de crianças com baixo peso ao nascer (menor de 2.500g) e sobrepeso, proporção de crianças pesadas ao nascer, aleitamento materno exclusivo até os 4 meses de idade dos bebês, hospitalização por qualquer causa, óbitos de crianças menores de um ano por diarréia ou infecção respiratória aguda, óbitos de mulheres de 10 a 49 anos, óbitos de adolescente por violência, proporção de acidentes na infância;

ÞProgramas de atendimento e de internação domiciliar: construção, implementação e avaliação;

ÞConceito e critérios de qualidade da atenção `saúde (acessibilidade, satisfação do usuário, eqüidade etc);

ÞConceito de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva.





COMPETÊNCIA - 3

Desenvolver ações de promoção da saúde por meio de atividades educativas, do estímulo à participação social e do trabalho intersetorial, visando à melhoria da qualidade de vida da população, a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor da saúde.

HABILIDADES

ÞPropiciar a reflexão acerca dos problemas de saúde junto aos indivíduos, grupos sociais e coletividades de acordo com as características sócio-culturais locais;

ÞIdentificar a relação entre problemas de saúde e condições de vida com base nas interpretações obtidas;

ÞEstabelecer propostas e processos intersetoriais, visando ao desenvolvimento do trabalho de promoção da saúde;



ÞUtilizar recursos de informação e comunicação adequados à realidade local;



ÞUtilizar meios que propiciem a mobilização e o envolvimento da população no processo de planejamento, acompanhamento e avaliação das ações de saúde;



ÞOrientar a família e ou portador de necessidades especiais quanto às medidas facilitadoras para a sua máxima inclusão social;



ÞApoiar as políticas de alfabetização de crianças e adultos;



ÞParticipar das reuniões dos conselhos locais de saúde.



CONHECIMENTOS

ÞProcesso saúde-doença-cuidado-qualidade de vida e seus determinantes e condicionantes;

ÞPromoção da saúde: conceito e campos de ação (concepção de políticas públicas saudáveis e de ambientes favoráveis à saúde, ações de promoção social, reorientação dos sistemas de saúde etc);

ÞConceitos de qualidade e condições de vida;

ÞParceria: conceitualização, tipos e técnicas de negociação;

ÞConceitualização de intersetorialidade, enfatizando as relações entre saúde e alimentação, moradia, saneamento básico, ambiente, trabalho, renda, educação, transporte e lazer;

ÞConceitos de informação, educação e comunícação: diferenças e interdependências;

Þ Formas de aprender e ensinar em educação popular;

ÞCidadania: conceitualização, direitos e deveres constitucionais de participação, saúde como direito e dever do Estado, legislação ordinária da saúde e legislação correlata (Manual da Atenção Básica do Ministério da Saúde; NOB-SUS 01/96; NOAS-SUS/ 2001; Portaria GM/MS no 1.886, de 18/12/97; Normas e Diretrizes do Pacs/PSF, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Orgânica da Assistência Social, entre outras);

ÞParticipação e mobilização social: conceitualização, fatores que facilitam e/ou dificultam a ação coletiva de base popular;

ÞConceitos operados na sociedade civil contemporânea: organizações governamentais e não-governamentais, movimentos sociais de luta e defesa da cidadania e das minorias, bem como pelo direito às diversidades humanas;

ÞLideranças: conceitualização, tipos e processos de constituição de líderes populares.

ÞCultura popular: formas, manifestações e sua relação com os processos educativos;

ÞPessoas portadoras de necessidades especiais: abordagem, medidas facilitadoras da inclusão social e direitos legais;

ÞPrincípios organizacionais e responsabilidades dos níveis de gestão federal, estadual e municipal do SUS.



COMPETÊNCIA - 4

Desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco sanitário para a população, conforme plano de ação das equipes de saúde.

HABILIDADES

ÞIdentificar as condições do ambiente físico e social que constituem risco para a saúde de indivíduos e populações;

ÞInformar a equipe de saúde sobre a ocorrência de novas situações de risco em cada microárea de atuação;

ÞOrientar indivíduos e grupos sobre as medidas que reduzam ou previnam os riscos à saúde;

ÞRealizar o acompanhamento de microáreas utilizando os indicadores definidos pela respectiva equipe de saúde.

CONHECIMENTOS

ÞConceito de ambiente físico e social/enfoque de risco;

ÞConceito de ambiente saudável;

ÞConceito de poluente;

ÞDoenças prevalentes por microárea relacionadas com o ambiente natural: mecanismo de transmissão e medidas de controle;

ÞCondições de risco social: desemprego, infância desprotegida, processos migratórios, vigilância sanitária e/ou ambiental ausente ou insuficiente, analfabetismo, outros;

ÞCondições de risco ambiental: poluição sonora, do ar, da água e do solo, queimadas, desmatamentos, calamidades, outros;

ÞMedidas de saneamento básico;

ÞCódigo de postura municipal.



COMPETÊNCIA - 5

Desenvolver ações de prevenção e monitoramento, definidas no plano de ação das equipes de saúde, dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes conforme protocolos de saúde pública.

HABILIDADES

ÞComunicar à UBS da respectiva microárea os casos existentes de indivíduos que necessitem de cuidados especiais;

ÞSensibilizar familiares e seu grupo social para a convivência com os indivíduos que necessitem de cuidados especiais;

ÞApoiar o acompanhamento da gravidez e puerpério, conforme normas estipuladas pelas equipes de saúde;

Orientar as gestantes e seus familiares nos cuidados relativos à gestação, parto e puerpério;

ÞApoiar a orientação de famílias e grupos sociais em relação ao planejamento familiar;

ÞApoiar a orientação e estímulo ao aleitamento materno;

ÞAcompanhar o crescimento e desenvol-vimento e a situação vacinal das crianças, conforme planejamento das equipes de saúde;

ÞApoiar a orientação das mães ou responsáveis sobre os cuidados com recém- nascidos;

ÞTrabalhar junto às escolas e outros grupos organizados a estimulação de hábitos saudáveis e outras demandas requeridas pelos mesmos;

ÞApoiar a orientação das famílias sobre os riscos à saúde;

ÞIdentificar indivíduos em situação de risco ou com sinais de risco e encaminhá- los às equipes de saúde, conforme suas necessidades;

ÞEstimular junto à população a adoção de práticas/ hábitos saudáveis;

ÞEstimular na família e junto à população a prática de atividades sócio- econômicas e culturais apropriadas para adolescentes, idosos e portadores de necessidades especiais;

ÞApoiar a orientação para indivíduos e famílias sobre as medidas de prevenção e controle das doenças crônico-degenerativas e transmissíveis;

ÞAgendar pessoas portadoras ou casos suspeitos de doenças crônico- degenerativas e/ou de doenças transmissíveis para a respectiva UBS.



CONHECIMENTOS



ÞEstrutura e funcionamento do corpo humano;

ÞDiferentes fases do ciclo vital: características e riscos;

ÞReprodução humana: concepção, gravidez, parto e puerpério;

ÞCartão da gestante: finalidade, leitura dos vários tipos e interpretação dos dados;

ÞSinais de alerta na gravidez;

ÞCuidados gerais na gravidez, parto e puerpério;

ÞPlanejamento familiar: métodos, vantagens e desvantagens de cada um, formas de acompanhamento, aspectos culturais relacionados;

ÞDiferença entre planejamento familiar e controle da natalidade;

ÞDireitos constitucionais relativos à licença maternidade, paternidade e planejamento familiar;

ÞCartão da criança: finalidade, registro, leitura dos vários campos, interpretação dos dados;

ÞCuidados gerais com o recém-nascido;

ÞEsquema vacinai;

ÞAleitamento materno: importância, anatomia e fisiologia da mama, técnicas de amamentação e cuidados gerais com a mama;

ÞDesmame: período e a introdução gradual de alimentos;

ÞMedidas de prevenção do tétano neonatal;

Þ Estatuto da Criança e do Adolescente;

ÞSaúde do escolar: características da criança na fase escolar, detecção de fatores indicativos de baixa acuidade visual e auditiva, problemas posturais, cuidados preventivos às doenças bucais e dermatoses, prevenção de acidentes;

ÞSaúde do adolescente: características físicas, psicológicas e sociais do adolescente; cuidados preventivos com relação ao uso de drogas, das DST e da Aids, da gravidez precoce e da violência, suporte familiar e social ao adolescente;

ÞSaúde do idoso: características físicas, psicológicas e sociais do idoso, cuidados preventivos com relação aos acidentes; doenças prevalentes nesta fase; uso de medicamentos, situações e sinais de risco, suporte familiar e social ao idoso e legislação específica para o idoso;

ÞDoenças crônico-degenerativas e transmissíveis: conceito, sinais, sintomas e fatores de risco;

ÞCadeia de transmissão das moléstias infectocontagiosas;

ÞConceitos de comunicante e notificação em moléstias infecto-contagiosas;

ÞConceito de resistência, suscetibilidade e imunidade ativa ou passiva;

ÞMedidas de prevenção individual e coletiva para doenças crônico- degenerativas e doenças transmissíveis;

ÞMedidas de monitoramento das enfermidades segundo protocolos de saúde pública;

AS ATRIBUIÇÕES DOS AGENTES DE SAÚDE

Leide Vilma Pereira Santos

Agentes comunitários auxiliando a vacinação de pólio em crianças. Segundo documentos
do Ministério da Saúde de 1994. Inclui-se no elenco de ações proposto:

- Estimular continuamente a organização comunitária;
- Participar da vida da comunidade principalmente através das organizações, estimulando a discussão das questões relativas à melhoria de vida da população;
- Fortalecer elos de ligação entre a comunidade e os serviços de saúde;
- Informar aos demais membros da equipe de saúde da disponibilidade necessidades e dinâmica social da comunidade;
- Orientar a comunidade para utilização adequada dos serviços de saúde;
- Registrar nascimentos, doenças de notificação compulsória e de vigilância epidemiológica e óbitos ocorridos;
- Cadastrar todas as famílias da sua área de abrangência;
- Identificar e registrar todas as gestantes e crianças de 0 a 6 anos de sua área de abrangência, através de visitas domiciliares;
- Atuar integrando as instituições governamentais e não – governamentais, grupos de associações da comunidade (parteiras, clube de mães, etc.);
- Executar dentro do seu nível de competência, ações e atividades básicas de saúde:
Acompanhamento de gestantes e nutrizes.
Incentivo ao aleitamento materno.

Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança.
Garantia do cumprimento do calendário da vacinação e de outras vacinas que se fizerem necessárias.
Controle das doenças diarréicas.
Controle da Infecção Respiratória Aguda (IRA).
Orientação quanto a alternativas alimentares.
Utilização da medicina popular.
Promoção das ações de saneamento e melhoria do meio ambiente.
Ver também o Manual do Agente Comunitário de Saúde[5] que enfatizam a relação de conhecimento/ intervenção na comunidade incluindo sua representação ou participação no Conselho Municipal de Saúde.

A HISTORIA DOS AGENTES DE SAÚDE

Os primeiros profissionais de saúde não médicos de nível técnico ou elementar foram os Visitadores Sanitários e Inspetores de Saneamento ainda vinculados ao projeto das campanhas de saúde pública que no Brasil do início do século XX controlaram os surtos de peste bubônica e erradicaram a febre amarela e permaneceram vinculados controlavam as endemias rurais.
No Brasil identifica-se a utilização desses técnicos de saúde desde SUCAM – Superintendência de Campanhas de Saúde Pública, órgão que resultou da fusão do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DENERu), da Campanha de Erradicação da Malária e da Campanha de Erradicação da Varíola aos programas de saúde da década de 1970. Na China onde alguns supõem a origem dessa estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde ficaram conhecidos como Médicos de pés descalços no início dos anos 50 e proposições de saúde comunitária com assistentes médicos nos Estados Unidos dos anos de 1960 e 1970.
O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991, como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988, é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua, daquele bairro, daquela região. Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS. Orientado por supervisor (profissional enfermeiro ou médico) da unidade de saúde, realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade.
Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994, quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS:
Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família;
Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. Atualmente (2008), encontram-se em atividade no país 204 mil ACS, estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados.

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